
A importância da mamografia
Todas as mulheres acima dos 40 anos devem ter acesso ao exame periódico de mamografia, ainda bastante restrito no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), neste ano mais de 49 mil mulheres serão vitimadas pelo câncer de mama. Essa perspectiva torna ainda mais urgente a prática da mamografia, pois, ainda segundo o Inca, o procedimento permite uma redução de 30% da morte por câncer de mama em mulheres de 50 a 69 anos.
“A mamografia é, sem dúvida, o método mais eficaz para a detecção precoce da
doença, pois realiza uma investigação profunda e segura acerca dos tecidos mamários.
Desse modo, consegue descobrir o câncer em sua fase inicial, quando nem a paciente
nem seu médico são capazes de percebê-lo”, diz a radiologista da DASA, Dra. Cristiane Vieira Lima Mendes. Por isso, o exame é a medida
mais fácil para identificar o câncer de mama, e deve ser feito anualmente.
A regularidade na realização da mamografia é imprescindível porque constitui uma espécie de histórico da paciente,
possibilitando um estudo mais detalhado sobre possíveis alterações na mama ao longo do tempo. “É fator relevante levar
o exame do ano anterior para que seja comparado com o atual”, ressalta a especialista. Segundo a médica, uma pequena
assimetria ou alteração será ainda mais valorizada caso não tenha sido vista no exame anterior. E isso faz toda diferença
no momento do diagnóstico.
O primeiro exame deve ser feito entre 35 e 40 anos
Muitas mulheres ainda se questionam sobre qual seria a idade certa para a realização da mamografia. O ideal é que o exame seja feito pela primeira vez entre os 35 e 40 anos, submetendo-se a controles anuais a partir dos 40. No entanto, o histórico familiar é um bom indício para que a mulher fique mais atenta ao seu corpo. Ocorrências na família, sobretudo, quando se trata de parentes de primeiro grau, como mãe, irmã ou filha, aumentam as chances de desenvolvimento do câncer. Outro ponto a ser considerado são os fatores de risco, tais como o consumo abusivo de álcool, exposição à radiação ionizante, maternidade tardia e a terapia de reposição hormonal.
A mulher deve entender a mamografia como uma valiosa ferramenta no combate ao câncer. Compreender o quanto o procedimento é simples e decisivo na cura da doença, é dar um passo à frente na conquista de uma melhor qualidade de vida.
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